RIBEIRO ROCHA JULIO 
O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE LÍNGUAS ESTRANHAS
O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE LÍNGUAS ESTRANHAS

 

Queremos dedicar este capítulo ao estudo dos dois últimos capítulos desta obra (Padres e pastores ensinando línguas dos anjos e estranhas).

Ora, quem estuda a palavra de Deus, jamais se confundirá com a verdade bíblica.

Jesus após ser ressuscitado apareceu diversas vezes aos seus discípulos. Na última vez, conforme nos descreve São Marcos, capítulo 16, versículo 15 a 18, que assim diz:

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demónios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos e os curarão.”

Os padres e pastores “professores” das tais línguas, justificam seus ensinamentos citando o dia de pentecostes, quando todos falaram as línguas (idiomas) das 15 nações  presentes. E mais de três mil pessoas que lá estavam entenderam tudo quanto foi dito.

Naquele dia, ninguém pronunciou:

“Kândala, batiriushida, manicatari, kandali, kandalala-rará, Iarará, naiparanai, surimandai.” Ou coisas parecidas.

Respostas bíblicas sobre estas coisas.

Paulo deixa tudo bem claro, dizendo:

 “Assim também vós; se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar.” (1 Coríntios 14:9)

 “Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação.  Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim.” (1 Coríntios 14:10-11)

 

 

Paulo, que era poliglota, rejeitou ditas línguas.

“Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida.” (1 Coríntios 14:19)

Esteja calado, diz São Paulo.

“E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.  Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.” (1 Coríntios 14:27-28)

Sobre a língua dos anjos.

Em lugar nenhum, no Velho ou Novo Testamento, consta que um anjo do Senhor tenha se dirigido ao ser humano falando coisas que a pessoa não entendesse, visto que a língua falada fora a conhecida aqui, na terra.

Foi assim com Jacó (Gênesis 32:22-29), com Balaão (Números 22:22-32), com Zacarias, esposo de Izabel (Lucas 1:11-20), com Maria, esposa de José (Lucas 1:26-36), com José, esposo de Maria (Mateus 1:18-21), com os pastores  (Lucas 2:8-14).

Concluindo este assunto, temos:

Ora, o dom de línguas é pregar e falar noutro idioma sem  tê-lo aprendido.

O dom de línguas dado pelo Espírito Santo ao cidadão, que só falando o idioma de sua pátria, ao chegar noutro país pregará a palavra de Deus na língua daquela nação estrangeira, como aconteceu com Lee Silame quando pregava para cerca de 100 nativos na Ilha de Malaíta, no Pacífico Sul, com o auxílio de um intérprete, ocasião em que os ouvintes gritaram que estavam entendendo tudo sem precisar do intérprete.

Nenhum dom será dado sem utilidade, conforme está escrito em 1 Coríntios, capítulo 12, versículo 7, que diz:

 Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” 

O nosso dicionário pátrio explica o significado de algumas palavras deste capítulo.

Vejamos:

Bárbaro: Que não é civilizado; rude, grosseiro; inculto.

Inteligíveis: Que se entende ou é fácil de ser compreendido. Palavra que se entende. Claro, compreensível. 

Poliglota: Quem fala ou sabe várias línguas.

O dicionário Vine, página 754, editado pela CPAD, explica o significado de língua, como sendo: Idioma. Dom sobrenatural de falar em outro idioma sem tê-lo aprendido.

Como se vê, o que os padres e pastores ensinam não encontra amparo bíblico. Jesus não mandou pregar isto.