RIBEIRO ROCHA JULIO 
O ADVOGADO, O TERÇO E PADRE CÍCERO
O ADVOGADO, O TERÇO E PADRE CÍCERO

 

Assistimos um advogado, jurista conhecido, sendo entrevistado num programa de televisão. O assunto principal versava sobre a ida do tal jurista à cidade de Juazeiro, no Estado do Ceará/Brasil. Para quela cidade vão, em vias de regras, as pessoas pagadoras de suas “promessas”, e pedir a “bênção” à imagem do padre Cicero, falecido no mês de julho de l934.

O advogado apresentou uma fotografia sua tirada à frente de uma imagem gigantesca do falecido, que, segundo ele, o morto estava lhe abençoando.

Continuando, e entusiasmado, disse o advogado: “Ontem, à noite, eu rezei um terço para o padre Cícero curar o meu amigo Procurador Geral do Estado do Rio Grande do Norte  (preservamos o nome do procurador), que sofreu uma queda e está muito mal, na UTI.”

Ora, como defunto não faz nada, nem ouve os que estão vivos, naquele mesmo dia o doente morreu.

Aquele advogado, que tem grande saber jurídico, nada entende sobre as Sagradas Escrituras, porquanto assim diz o senhor:

“Não terás outros deuses diante de mim.  Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR, teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem.” (Êxodo 20:3-5)

Certamente, o jurista jamais leu as afirmações bíblicas que se seguem:

“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós,  pedireis o que quiserdes, e vos será feito.” (João 15:7)

Permanecer em Cristo é  uma imperiosa necessidade daquele que O serve. Quem assim vive, sem sombra de dúvidas, as palavras santas estarão nele, e seus pedidos serão atendidos.

Na oração, o Espírito Santo ajuda as nossas fraquezas, pois não sabemos o que havemos de pedir como convém, e o mesmo Espírito intercede por nós com gemido inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que, segundo Deus, intercede pelos santos (Romanos 8:26-27).

Que Cristo foi quem morreu por nós, ressuscitando ao terceiro dia, e estando à direito de Deus, e Ele (Cristo) que também intercede por nós (Romanos 8:36).

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.”  (1 João 2:1)

“Que há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.” (1 Timóteo 2:5)

“E, como aos homens está ordenado morrem uma vez, vindo, depois disso, o juízo.” (Hebreus 9:27)

Daí, o jurista tropeça em vários pontos, a saber:

Primeiro: Uma imagem de padre Cícero ou qualquer outra é comprada numa loja. Cai e se quebra. A pessoa que ela representa não livra nem cara de sua imagem, e como poderá atender ou proteger alguém? Claro que essa doutrina não vem de Deus! Nem tampouco o homem tem poder para decretar a criação de tais coisas.

Segundo: Jesus mandou pedir em Seu nome, conforme João 14:13-14: “E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. 

Terceiro: Quem morreu, que esteja no paraíso ou no hades (lugar do tormento), não ouvirá a voz dos vivos fisicamente. Desta sorte, nada pedirá a Deus em defesa dos que estão vivos no planeta que se chama terra.

Certamente, de igual maneira, o nobre jurista rezando o terço não leu que Jesus condenou a multiplicação de palavras na oração e as proibiu, conforme veremos:

“E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam por muito falarem, serão ouvidos” (Mateus 6:7) – Bíblia Bíblia Sagrada – Revista Corregida – João Ferreira de Almeida.

“Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem  os pagãos que julgam que serão ouvidos à força  de palavras. Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais.” (Mateus 6:7-8)   - Bíblia Sagrada usada pelos Católico Apostólicos Romanos – 95ª. Edição. Revista por Frei João José Pedreira de Castro. Editora Ave-Maria Ltda – São Paulo, SP – Brasil.

Como se trata de um jurista, que nas suas petições transcreve textos do Direito Romano em latim, queremos transcrever o texto sagrada da Vulgata de Jerônimo – versão latina da Bíblia, de Mateus, capítulo 6, versículos 7 e 8:

Em latim: “Orantes autem nolite multum loqui sicut ethnici; putant enim quia in multiloquio suo exaudiantur. Nolite ergo assimilari eis; scit enim Pater vester, quibus opus sit vobis, antequam petatis eum.”

Traduzindo para português: “Mas quando orardes, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. Não ser como eles; porque vosso Pai sabe o que é necessário para vós, antes de vós lho pedirdes.”  

Assim sendo, o jurista preferiu desprezar o livro de Deus e seguir a doutrina dogmatizada aprovada pelo Conselho de Nicéia em 787, em total desobediência à lei de Deus.