RIBEIRO ROCHA JULIO 
JESUS FOI CONTADO COMO MALDITO
JESUS FOI CONTADO COMO MALDITO

 

No livro de Deuteronômio, capítulo 21, versículos 22 a 23. Diz:

Quando também em alguém houver pecado, digno do juízo de morte, e haja de morrer, e o pendurares num madeiro,  o seu cadáver não permanecerá no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia, porquanto O PENDURADO É MALDITO DE DEUS; assim, não contaminarás a tua terra, que o SENHOR, teu Deus, te dá em herança.”

Jesus foi crucificado entre dois malfeitores.

E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós.” (Lucas 23:39) 

O outro malfeitor repreendeu aquele que blasfemara contra Jesus, dizendo: “Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação?” (Lucas 23:40) 

O malfeitor justifica a sua indignação contra o outro, dizendo: E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez.” (Lucas 23:41) 

Ele (o malfeitor) sabia que Jesus era do Céu, fazendo-Lhe a mais sublime petição: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.” (Lucas 23:42) 

Jesus tomou para si aquele pecador arrependido, dizendo-lhe:

Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:43)

O Céu se manifestou:

E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, Escurecendo-se o sol; e rasgou-se ao meio o véu do templo.” (Lucas 23:44-45)

O véu que se rasgou, tratava-se do véu do templo de Herodes, rasgando-se de acima abaixo, ficando exposto o lugar santíssimo.

O comentarista Itamir Neves diz “que foi um dia em que a própria natureza expressou a sua dor pela morte do Criador.”

Naquele dia, Jesus Cristo, com o Seu precioso sangue, mudou a história, que, aliás, foi para isso que Ele desceu do Seu Trono Celestial e veio à terra.

Além do que já vimos, temos outros pontos a considerar:

Primeiro ponto: Rasgado o véu do templo, não mais expiação pelo sangue de animal; mas sim pelo sangue de “...um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado” (Hebreus 4:15)

Desde aquele momento coisas inefáveis aconteceram na cruz, “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus (Romanos 3:24-25). Por nos amar tanto, Jesus Cristo em seu sangue nos lavou dos nossos pecados (Apocalipse 1:5)

Propiciação: É ato ou efeito de propiciar. Oferecendo-se em sacrifício por uma única vez.

Deus passou a viver no meio da Igreja Verdadeira através do Espírito Santo (Atos 2:1-4).

Segundo ponto: Jesus, durante o Seu ministério, mandou amar os nossos inimigos (Mateus 5:44, Lucas 6:27).

Jesus disse que entre os seus discípulos escolhidos um era o diabo (João 6:70). O diabo era Judas Iscariote – o traidor.

Jesus amava aquele traidor, pois revestiu de poder os doze discípulos, mandando-os curar, ressuscitar e expulsar demônios. (Mateus 10:1-5 – Marcos 6:7-13 –Lucas 9:1-6)

Jesus na cruz não foi contraditório, pois Ele amou os que Lhe matavam, e clamou a Deus:  “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.” (Lucas 23:34)

Terceiro ponto: Os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos ressuscitaram, e  saindo dos sepulcros entraram na cidade santa e apareceram a muitos. (Mateus 27:52-53)  

Quarto ponto: Jesus levou consigo as chaves da morte e do inferno (Apocalipse 1:18);

Quinto ponto: Levou o primeiro salvo ao Paraíso (o malfeitor arrependido);

Sexto ponto: Transferiu os salvos que se encontravam na parte de cima do Hades, em companhia de Abraão (Lucas 16:19-31) para o Paraíso;

Sétimo ponto: Com o seu precioso sangue, Jesus decretou a Sexta Dispensação. A Nova Aliança. A Aliança da Maravilhosa Graça. O tempo de amar os nossos inimigos.

Ao terceiro dia, o Pai ressuscitou o Seu Filho Unigênito, O qual durante quarenta dias apareceu diversas vezes aos Seus discípulos e outras pessoas.