RIBEIRO ROCHA JULIO 
A p r e s e n t a ç ã o
A p r e s e n t a ç ã o

     No final dos anos setenta, Natal foi abalada com a notícia de homicídios praticados por um caseiro contra estrangeiros residentes no bairro de Capim Macio.

Os detalhes do evento criminoso causaram forte impacto em todos os segmentos sociais aqui e alhures.

A imprensa registrou o episódio em seguidas reportagens. O mais suave relato dos acontecimentos não teria força para interpretar a dor que tomou conta das famílias potiguares

Promotor de Justiça em Natal, com atuação na Vara dos Homicídios – Júri Popular, fui designado para acompanhar o Inquérito Policial que foi presidido pelo Oficial da PM Antônio de Pádua Crizanto, que assina o Prefácio deste livro. Como Escrivão atuou Júlio Ribeiro da Rocha, o Autor desta obra.

Passados esses anos, os três deram destinos diferentes às suas vidas. Pádua é Coronel da Reserva Remunerada da PM/RN. Júlio é político e escritor. Sou ou pretendo ser um advogado provinciano, agora investido na missão de Apresentador.

Júlio, em linguagem romanceada, narra episódios que marcaram sua vida, notadamente na atividade castrense. E o faz bem, com estilo forte e corajoso.

Quando necessário, aponta nomes e assume responsabilidade. Escreve sem conter os gemidos pelas dores de injustiças sofridas.

Convivem no livro emoções, denúncias, projetos, esperanças e vitórias. Estas após anos de provação e tenacidade.

Desconheço muitas das personagens citadas. Não posso, portanto, emitir juízo de valor sobre a atuação de algumas pessoas nominadas ou referidas. Essa responsabilidade é do Autor.

Posso, sim, dizer que Júlio não é omisso, silente ou submetido às intempérias da vida.

Pelo contrário, exerce a cidadania como poucos. Luta. Sofre. Perde. Vence. Continua.

Recentemente, dele recebi os subsídios para a causa que patrocinei perante o egrégio Tribunal Eleitoral do RGNorte, voltada ao restabelecimento da verdade das urnas no tocante à definição da  posição da Assembléia Legislaltiva. Teoricamente, a causa é vitoriosa. Seguramente, coube a Júlio a estruturação da documentação levada a Juízo.

Por todos esses motivos, apresentar “Luta, sofrimento e glória” é um privilégio.

                                Armando Holanda