Cap 39 A bandeira e o Tribunal
Cap 39 A bandeira e o Tribunal

 

           Na noite do dia 22 de abril de 1961, em frente ao Tribunal de Justiça, e ao mesmo tempo em frente ao Palácio da Esperança - nome que recebeu o Palácio Potengi -, um desconhecido hasteou uma bandeira da campanha de Djalma Marinho, que fora   adversário de Aluízio.

Sendo dinartista a maioria dos desembargadores, Aluízio ao tomar conhecimento, no dia seguinte – 23 de abril -  publicou no Diário Oficial nota de gabinete nos seguintes termos:

“Gabinete do Governador - Nota. O Governador do Estado teve conhecimento, hoje, às 9 horas, de que mãos anônimas haviam, durante a noite, hasteado, em frente ao edifício do Tribunal de Justiça uma bandeira vermelha-azul marinho que, na última campanha eleitoral, era símbolo de uma corrente política.

Muito embora a cidade, nos seus postes e casas, ostente, ainda, as bandeiras que representam as facções que disputavam o pleito, sendo lícito a qualquer pessoa, em qualquer tempo, exprimir,  por tais processos simbólicos, as suas atitudes, recomendou o Governo ao Secretário de Segurança Pública que fosse retirada do poste fronteiro aquele edifício a bandeira aludida, como homenagem ao Tribunal de Justiça, que deve pairar pela sua própria função constitucional.

Nesta oportunidade, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte faz um apelo a todos os riograndenses do norte, que apontem ou discordem das decisões do Poder Judiciário, aprovando-as ou desaprovando-as, como é legítimo a qualquer cidadão...”

O Secretário de Segurança, capitão do Exército José Leão Filho, determinou ao Comandante Geral da Polícia Militar que uma guarnição da corporação se deslocasse ao Tribunal de Justiça, e com o auxílio de uma escada retirasse a bandeira adversária, que estava causando pavor ao bloco aluizista.