RIBEIRO ROCHA JULIO 
Cap 109 Julgamento do mandado
Cap 109 Julgamento do mandado

              Depois de 9 meses de espera, finalmente o Mandado de Segurança foi colocado em pauta para julgamento, em data de 11 de novembro de 1992, às 14:00 horas, na sede do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Às 13:00 hora, existiam mais de 100 policiais militares em frente ao tribunal. Todos ansiosos por assistir ao julgamento que seria - como muitos diziam - a salvação da lavoura.

Começaram a chegar os carros pretos de luxo, que conduziam os desembargadores. Era um carro para cada desembargador. A esperança dos policiais estava depositada na consciência daqueles homens, que, elegantemente vestidos com os seus impecáveis paletós,  dirigiam-se ao plenário daquele corte.

Os policiais militares foram ocupando os corredores em busca do plenário localizado no 3º andar. Todos sentados. Ninguém se mexia. Eram 11 desembargadores com o seu presidente, desembargador Deusdedit Maia.

De fisionomias serenas, os policiais aguardavam o julgamento. Quão, porém, foi grande a insatisfação deles ao tomarem conhecimento que o julgamento do Mandado de Segurança não aconteceria naquele dia em virtude de haver faltado um documento para fazer juntada. Foi o alegado do tribunal. Muitos diziam que o tribunal estava com enrolada.

E saíram gritando:

“É enrolada!... É enrolada!...”

Na impossibilidade de realizar o julgamento, ficou marcada nova data para a quarta-feira seguinte, dia 18.

Os policiais militares, depois daquela frustração, reuniram-se em frente à sede da justiça, e decidiram que na nova data levariam mais companheiros e familiares.