Com tantas ameaças, os oficiais - dos tenentes aos tenentes-coronéis - calaram-se, não obstante, a divulgação da assembléia continuava, sem cessar, no seio da tropa, que em nada mudara a sua posição.
Os praças revoltados acusavam os oficiais do alto comando de cruzarem os braços porque recebiam gratificações extras, levando-os ao surdimutismo antagônico à causa dos seus comandados.
Na quinta-feira, dia 29, às 9 horas, o coronel Mendonça fizera uma convocação para 8 oficiais que integravam uma comissão sob a sua presidência, no Clube dos Oficiais da PM. E para surpresa dele, lá não compareceu ninguém, os quais alegaram a opressão no interior do Quartel do Comando Geral.
A oficialidade estava apavorada. Os oficiais faziam filas, diariamente, para falar com o subcomandante, que não abria mão de suas ameaças. Tudo em nome das gratificações.
Teve oficial que, chamado à presença do comandante Luiz Pereira, mudou até de religião. Aderiu à religião do comandante, que era adventista. E segundo o zunzunzum dentro do quartel, o comandante só sabia dizer:
“Vamos orar!... Vamos orar!... Vamos orar, né"!!...
Enquanto o alto comando promovia as suas ameaças, os meios de comunicação divulgavam a assembléia geral do dia 1º de maio, às 14:00 horas, no Clube Tiradentes. E, em cada nota divulgada era confirmado o aquartelamento na segunda-feira.
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