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Cap 132 Visita maldita
Cap 132 Visita maldita

 

             Numa manhã próxima à data que passei a presidência do clube ao meu vice-presidente, fui visitar os sargentos que estavam fazendo o Curso de Aperfeiçoamento no CFAP. Conversava com os sargentos, que se encontravam reunidos na sua sala de aulas, quando lá chegou o Comandante Geral, o qual baixou a cabeça, não olhou para ninguém. Deu meia-volta e desapareceu.

Não contei em casa o quê acontecera no CFAP. À tarde, sai de casa e retornei às 19 horas e 30 minutos. A alguns metros de distância de casa, escutei os gritos de minha esposa. Acelerei os passos. Encontrei-a chorando, com a face bastante roxa e inchada. Acalmou-se com a minha presença. Depois de alguns minutos, já tranqüila, ela disse-me que estava na sala assistindo televisão, quando uma pessoa apareceu à porta e recuou. Levantou-se e foi até lá. Era um homem, ao qual perguntou o que ele desejava.

  • Júlio está? - perguntou ele.
  • Não senhor.
  • Que hora ele chega?
  • Não sei!
  • Para onde ele foi?
  • Não sei.
  • Ele foi para o clube?
  • Não sei. Diga-me uma coisa: O senhor é da polícia?
  • Eu sou o major Reis.
  • Mas, o que é que vocês querem com o meu marido. Vocês o expulsaram da polícia. Nós estamos aqui sofrendo. Vocês querem o quê?

Sem dizer mais nada, o major Reis foi embora. No outro dia, logo cedo, ainda telefonei  para  o  dito  cidadão querendo saber sobre o motivo da sua ida ao meu lar, cujo oficial me fez uma pergunta parecida com a que eu lhe fizera:

“Que motivo lhe levou ao CFAP, Júlio”!?

Após o contato com o tal oficial, tomei conhecimento que o comandante, muito furioso, havia transferido, como punição, para outra subunidade da corporação, o único oficial que se encontrava no CFAP por ocasião da minha visita.