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Cap 56 A resposta de Aluízio
Cap 56 A resposta de Aluízio

 

          A tropa impaciente esperava o retorno do coronel Luciano com a resposta do governador Aluízio Alves. E passaram-se horas sem Luciano dar sinal de vida. Muitos acreditavam que Aluízio atenderia ao pedido dos sargentos. A maioria, porém, dizia ter certeza de que Aluisio não daria a mínima.

Enquanto Luciano não chegava, os repórteres das emissoras de rádios, em edição extraordinária, falando do interior do quartel, anunciavam a posição assumida pelos sargentos e seus soldados.

Da sacada dos muros do quartel era grande o número de pessoas que acorriam para lá, a fim de prestar solidariedade à Polícia Militar.

Várias empresas mandaram carradas de gêneros alimentícios para o rancho dar de comer à tropa.

Perto das doze horas retornou o coronel comandante, que solicitou uma reunião com os líderes do movimento, aos quais disse:

“Aluízio mandou dizer que não parlamentava com tropa amotinada”.

Após o retorno de Luciano não demorou muito o governador mandar o deputado estadual Álvaro Mota, a fim de conversar com os sargentos, porém, o parlamentar não foi em nada amistoso, chegando a dizer que se fosse Aluízio mandaria prender todos os subtenentes e sargentos.

A afirmativa do deputado não agradou aos policiais. E o parlamentar foi expulso de dentro do quartel,   aos empurrõs e ponta-pés.

À noite do primeiro dia, o governador Aluízio mandou o doutor Olavo Montenegro, deputado aluizista, ir ao Quartel da Polícia Militar, com o intuito de conversar com a comissão. O parlamentar, após ser cientificado sobre a real situação, disse que reconhecia serem justas as reivindicações dos sargentos, e que  ele iria se esforçar junto ao governador, porém, caso não fosse atendido iria lamentar muito. De fato, lamentou, porque Aluízio não atendeu as reivindicações dos sargentos, nem tampouco os apelos de seu deputado.