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Cap 145 Boatos e calúnias
Cap 145 Boatos e calúnias

 

           A vitória conquistada junto ao STJ estava causando dores de cabeça a outros segmentos da corporação que de direito não entendiam nada, isto porque o autor da ação fora um subtenente, e imagine quem!!?... O subtenente Júlio! E tinha gente mais do que incomodada a despeito de nossa grande vitória.

Tanto do seio da oficialidade quanto das praças, surgiram pessoas más ou desinformadas espalhando boatos sem fundamento, com o objetivo de deturpar a inteligência dos policiais incautos.

Por sinal, o primeiro que me veio com “lero-lero” foi um tenente-coronel que estava sendo transferido para a reserva remunerada, o qual me fez uma interpelação, no mínimo, ridícula:

  • Oh, Júlio! Eu pensei que você estava no meio dos sem terras.
  • Não senhor coronel!... O senhor está enganado. O meu lugar é aqui defendendo os direitos dos senhores. O Senhor está sabendo que nós ganhamos aquela ação no STJ!?
  • Não! Estou não!!...
  • Apois é!...
  • Mas o governador não paga!
  • Paga não, coronel!?
  • Paga nada.
  • O senhor diz isto por quê?
  • Por que não paga.
  • O senhor sabe quanto é que o senhor fica recebendo sem o cala boca?
  • Sei não!!...
  • Sabe não!... São 3 mil e 400 reais. Quebra o galho, coronel?
  • É. Se vier!...

Um outro coronel, também da ativa, que recebia gordas gratificações como comandante  de um dos segmentos operacionais, saia dizendo:

“O governo não paga! Só é dizer que não tem dinheiro e estamos conversados”.

Ainda outro coronel saiu dizendo nas unidades:

“O Escalonamento não existe, não. Quem manda na polícia são os coronéis...”

Se eles não recebessem as malditas gratificações, andariam correndo à procura de informações, interessados na questão, porém,  preferiram levar para o lado do deboche.

E foram aumentando os comentários absurdos:

“Júlio é um imbecil... Ele está perdendo o tempo...”

“Júlio é um mentiroso. Estes papéis nunca saíram daqui!..."

Diante de tanta campanha contra, muitos policiais passaram a acreditar nas mentiras que tinham patrocínio de gente que jamais fizera a menor ação em defesa dos policiais.

Eles não eram capazes de calar a boca, preferindo atacar de todo jeito, quando deviam ter um pingo de sensatez e de vergonha, se é que eles alguma vez as tiveram, já que não se uniam à luta do nosso direito conquistado na justiça, que também era o direito deles!

Não se contentaram em só espalhar boatos ridículos. Passaram a me caluniar dizendo que eu teria recebido 50 mil reais para abandonar a causa. Esta notícia rodou os quatro cantos dos quartéis. Faziam de tudo para as coisas darem erradas. Eles estavam contra o próprio direito deles. Que tanta maldade! Que povo ruim!...