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Cap 94 Coronel Mendonça na briga jurídica
Cap 94 Coronel Mendonça na briga jurídica

                  O coronel Mendonça - o então aspirante Mendonça da greve dos sargentos de 1963 - estava na direção do Presídio Central Doutor João Chaves, e era presidente do Clube dos Oficiais da Polícia Militar, o qual resolveu entrar na briga jurídica seguindo o exemplo do Clube Tiradentes. O coronel pediu demissão  do cargo de diretor, e perdeu a boa gratificação que recebia. Ele convocou os oficiais a uma reunião no seu clube, que opinaram pela impetração de um Mandado de Segurança. Teve coronel do alto comando que se fez presente, concordou e assinou o livro de presença, mas recuou e pediu ao coronel Mendonça para retirar o seu nome.

A fim de agilizar a ação, o coronel Mendonça contratou o advogado Ivan Maciel, que entendeu ser a legitimidade só do aluno soldado. Ora, mas o cidadão que está fazendo um curso para ser incorporado aos quadros da Polícia Militar, jamais entraria com um mandado de segurança contra o estado. E foi justamente aí que faltou inteligência de quem elaborou a proposta apresentada pela Polícia Militar à Constituinte Estadual. E isto foi protestado à época. Porém, o autor da proposta apresentada pela Polícia Militar à reforma constitucional, que se julgava um todo poderoso, não deu ouvidos às nossas sugestões. 

O Coronel Mendonça conseguiu que um aluno soldado assinasse uma procuração. O comandante ao tomar conhecimento, determinou à segunda seção que destacasse um agente para descobrir o nome  do autor da assinatura. Foi fácil. Identificado, portanto, o nome do cidadão, que entrou no caminho para ser desligado do curso, não o sendo porque houve a interferência do Coronel Mendonça e vários coronéis da reserva.

O que o comandante nunca soube foi que, após aquele fato, eu também peguei uma procuração de outro aluno soldado, e da mesma turma do primeiro. Nem eu para ser sincero, gravei o seu nome, nem tampouco a sua fisionomia. Mas, a procuração, apesar de estar no processo, chegou depois que o Procurador Geral da Justiça havia formulado o seu parecer. E esta demora ocorreu em virtude da repressão feita pela segunda seção, deixando em pavorosa todos os alunos soldados.