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Cap 50 Gil é pressionado pela tropa
Cap 50 Gil é pressionado pela tropa

 

              No Quartel do Comando Geral, os policiais não se entendiam. Os quais viviam num clima de agitada insatisfação. Com o moral em baixa, a tropa não contava com a possibilidade de uma melhoria salarial, porquanto na interpretação deles o   comandante geral da corporação os abandonara.

A visão dos policiais não estava correta. Luciano é que não teve prestígio suficiente junto ao governador Aluízio Alves, que não lhe dava ouvidos às reivindicações apresentadas.

Nos últimos dias do mês de agosto de 1963, a situação chegou ao seu ponto crítico e saíra mesmo fora do controle. Os sargentos desesperados procuraram o presidente Gil, cobrando-lhe, mais uma vez, uma posição firme e definitiva.

Todos os dias o serviço médico registrava casos de desmaios de fome, dos quais eram vítimas os policiais militares. O índice de tuberculose chegara a um percentual altíssimo, causando espanto ao serviço médico da Polícia Militar.

 O decreto para incorporação abria e fechava sem aparecer uma só pessoa para servir à PM.

Os sargentos solicitaram uma Assembléia Geral dentro de 48 horas. De imediato, o sargento Gil atendeu ao pleito dos seus companheiros. À reunião estiveram presentes deputados do governo e um nutricionista. Este último deu o seu parecer  num documento que os sargentos dirigiram ao governador Aluízio por intermédio, ainda, do coronel Luciano, sem, no entanto, receberem qualquer resposta satisfatória sobre as suas  reivindicações, senão aquela já bastante conhecida:

“Aluízio disse-me que estava estudando!"

Os sargentos com os seus soldados ficaram mais revoltados e decepcionados diante daquele grande descaso do governador Aluizio, e  a tropa, com mais fúria, jogava toda a culpa no coronel Luciano, acusando-o acintosamente, cara-a-cara, como responsável pelo clima de desespero que tomara conta da caserna e dos lares milicianos, com reflexos desastrosos perante a opinião pública.

Os sargentos e a soldadesca exigiam que o sargento Gil tomasse uma atitude que fosse capaz de causar maior impacto junto ao governo e ao povo, já que, até então, não havia qualquer providência a fim de equacionar o aquele cruciante problema.