Tão logo ocorreu a posse da nova diretoria, fomos convidados para uma reunião que se realizaria na Assen - Associação dos Subtenentes e Sargentos do Exército em Natal. Chegamos à hora marcada. Tratava-se de um encontro dos sargentos das quatro forças, tendo em pauta vários assuntos, dentre os quais a situação nacional.
Faltou espaço!
Abrindo os trabalhos, usou a palavra um sargento da Aeronáutica, o qual se referiu sobre a finalidade daquela reunião e apresentou os companheiros que haviam chegado de Brasília, de São Paulo, e do Rio de Janeiro, com a finalidade de participarem daquele encontro. O orador, num longo e eloqüente discurso, explicou que o planejado evento tinha o objetivo de fundar uma filial da Casa do Sargento, já existente em quase todos os estados, com sede no Distrito Federal.
O segundo que falou foi o representante da diretoria da matriz daquela instituição. O tema principal, evidentemente, abordado foi a importância da entidade de classe recentemente fundada, tendo como finalidade essencial a união dos sargentos das Forças Armadas e Polícias Militares do Brasil. Encerrando o seu discurso, submeteu à apreciação dos presentes a criação da filial no Rio Grande do Norte. Foi aprovada, à unanimidade.
Sucederam-se outros oradores. Todos bons! Com veemência defendiam a união dos subtenentes e sargentos. Deram um banho de conhecimento sobre a realidade brasileira. Tudo que eles falavam era só para o bem do Brasil. Divulgaram a relação de vários livros existentes nas livrarias e bancas de revistas. Leram trechos de alguns daqueles livros.
Para encerrar o evento, foi eleita a diretoria representativa no Rio Grande do Norte, cabendo a primeira secretaria a um companheiro da Polícia Militar, que lavrou a sua primeira ata num livro destinado para tal fim.
Casa do Sargento, criada por um segmento militar visto como a espenha dorsal da tropa, foi motivo de tremenda dor de cabeça para as autoridades militares de todo o país.
Os comandantes militares, especialamente, entendiam que os sargentos estariam a poucos passos para efetivarem um movimento nacional, considerando a valocidade como os fatos se desenrolavam.
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