Cap 148 General contra
Cap 148 General contra

               Há 5 dias que o governador recebera a citação da justiça, o Secretário de Segurança Publica, general José Carlos Leite, que havia assumido aquela posta há l0 dias, foi entrevistado pelo Jornalista Max Fonseca, no seu programa Abrindo o Jogo, da Televisão Potengi. Um policial militar que estava assistindo a entrevista, e sem ter embasamento sobre quem poderia falar pelos PMs, telefonou para o programa perguntando ao general o que ele poderia fazer junto ao governador pelo cumprimento do escalonamento que havia sido conquistado na justiça.

O general, que sobre a nossa questão não entendia de nada, tentou fugir à resposta, porém, o jornalista insistiu.

Resolvendo, porém, falar sobre o assunto, deixando bem claro que entender de direito não era bem o seu forte, e deu uma resposta, que passou a ser o estandarte ostentado pelo governador Geribaldi para não cumprir a decisão judicial. E assim se expressou o secretário:

“Decisão judicial não se discute, cumpre-se! Como a constituição diz  que  ninguém  pode  ganhar  menos  do  que o salário mínimo, o aluno soldado vai ficar com 120 reais de soldo, o soldado, 121 reais e o cabo com 123 reais.”

A interferência do secretário José Carlos Leite era para acabar com um direito conquistado há 30, pois, o soldo do soldado correspondia a duas vezes o soldo do aluno soldado; o cabo um soldo e meio do soldado; mas pela proposta do secretário o soldado ficaria com um real de diferença do aluno; e o cabo um real do soldado.

O secretário passou a tomar a defesa do estado contra os policiais militares. E entrava numa questão pela porta errada, pois, de acordo com a Constituição Estadual do Rio Grande do Norte, a Polícia Militar era comandada por um oficial da ativa da mesma corporação, do último posto. E a Lei Complementar nº 090/91, ia mais além ao determinar que a Polícia Militar era subordinada, administrativamente e para efeito de mobilização de tropas, ao Comando Geral da mesma  corporação. Mas, os comandantes que não se valorizavam, não tinham prestígio para nada, só sabiam balançar a cabeça. Com efeito,  o general passou a “ser o dono da bola” mandando em tudo, transformando os coronéis do alto comando em fantoches.