Cap 171 Intervenção federal no RN
Cap 171 Intervenção federal no RN

 

            Estava pronto o pedido de Intervenção Federal junto ao Superior Tribunal de Justiça. E os boatos caluniosos continuavam.

Em 28 de setembro de 1998, o advogado José de Ribamar de Aguiar, deu entrada no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, no pedido de intervenção federal contra o Estado do Rio Grande do Norte.

Na noite daquele dia, 5 pessoas da polícia telefonaram-me dizendo que existiam boatos  de que o governo havia dado 180 mil reais ao doutor Ribamar para abandonar a causa

Às vésperas da viagem de Ribamar, convocamos a imprensa ao seu escritório. Na oportunidade eu disse ao sargento Siqueira que eu daria as entrevistas, pois sendo candidato a deputado, aquele momento seria muito interessante para a minha campanha. O sargento Siqueira, todavia, não me deu chance. E quem deu a entrevista foi ele, a qual gravei em fita.

Infelizmente, existia gente dentro da corporação, inclusive do mais elevado posto, que não fazia mais nada, senão inventar boatos mentirosos com intuito de jogar os policiais contra o advogado e as pessoas que lutavam pelo cumprimento da sentença.

O pedido que recebeu o número IF 47 (Intervenção Federal 47) foi ao gabinete do Ministro Presidente do STJ, no dia 1º de outubro, e no dia 2 deixava aquele gabinete com o despacho do ministro dando 30 dias de prazo para o governador Garibaldi apresentar defesa, que começou a contar de 19 de outubro a 18 de novembro.

Mais uma vez, os policiais indignados com a posição assumida pelo governo que não obedeceu à determinação do STJ, diziam que a justiça era desmoralizada e que o governo já havia comprado todo mundo  e mandava em tudo. De certo modo, eles estavam com a razão. Afinal de contas, dentro da corporação não se escutava uma mensagem positiva, que lhes transmitisse boa perspectiva  de vida, senão mensagens negativas. Só para destruir. Para machucar.  E, muitos viviam arquitetando ações diabólicas  contra o seu próximo. Ser feliz entre aqueles lobos seria quase impossível.