RIBEIRO ROCHA JULIO 
Capí 30 A seleção
Capí 30 A seleção

 

             No final de agosto, após o toque de formatura geral para a revista matinal, presente o Comandante Geral,  coronel José Reinaldo Cavalcanti,  foi realizada a chamada dos duzentos e poucos homens, que seriam incorporados.

Quem ia sendo chamado, entrava em forma coluna  por seis. Ao chamar o último homem, chegaram três investigadores da Polícia Civil, que correram a vista, demoradamente, em todos os homens. Os investigadores retiraram cinco pessoas, que tiveram seus documentos devolvidos e foram informadas  que não poderiam servir à corporação. Os quais tinham ficha na polícia civil.

Além destes, houve o caso daquele oficial superior, que parou diante dos recrutas, deteve-se um instante olhando para Ivan e dando sinal com a mão direita, disse:

“Venha cá!...”

Continuando, determinou ao oficial subalterno que estava à frente da tropa:

“Devolva os documentos deste cidadão, pois ele não presta e tem várias entradas na Delegacia de Parnamirim”.

Realmente, o oficial tinha razão. Os anos se passaram e eu tive oportunidade de vê Ivan preso sucessivas vezes pela Delegacia de Roubos e Furtos, em Natal.

Chegou o dia da incorporação - 2 de setembro de 1957. Éramos 225 homens. Não seria possível declinar os nomes de tanta gente, contudo, destaco aqueles que me foram mais próximos: Gil Xavier de Lucena, João Xavier Filho, Sérgio Teixeira de Sousa, Orlando, Cirilo.

Meu nome de guerra: Soldado Júlio.

Passamos quatro meses como recrutas, assistindo aulas nos dois expedientes e recebendo instruções de ordem unida, regulamentos militares e de policiamento.