Cap 158 Lobby junto aos deputados
Cap 158 Lobby junto aos deputados

 

            A mensagem 141 começou a tramitar na Assembléia Legislativa. Com a sua aprovação, para muitos policiais, perdia-se um direito que eles haviam conquistado há 30 anos. Mas, não era bem assim, pois, para o governo cumprir a determinação judicial, não dependia de aprovar nenhuma lei, vez que a lei já existia. Na verdade, era uma mensagem  que fugia à realidade, nocauteando os policiais de maneira vergonhosa.

Resolvemos  formar uma comissão incluindo os coronéis Mendonça, Pádua e Teotônio, com o objetivo de conscientizar os deputados sobre o absurdo da mensagem, que afrontava a Polícia Militar, a qual tinha a finalidade de penalizar toda a categoria. Explicamos aos deputados que a lei já existia e não precisaria editar nenhuma lei. Era só cumprir a existente.

Mas, imagine só quem estava integrando a comissão de oficiais!!? O coronel Altamiro! Quem diria que aquele que perseguiu, humilhou e massacrou a quem teve coragem de defender os direitos de toda a tropa, incluindo o do dito Altamiro, poderia entrar naquela briga.

Não gostei da presença do dito coronel e reclamei ao coronel que o havia convidado, inclusive ameacei que me afastaria da comissão que estava tentando negociar com  os deputados.

Encontramos resistência de alguns deputados dentre eles o deputado Álvaro Dias, presidente daquela casa -  aquele mesmo Álvaro Dias que em 1992 estava ao lado dos PMs - o qual disse à comissão que ele votaria no que o governo mandasse, muito embora reconhecesse o direito dos policiais.

O lobby da comissão se concentrou mais junto às comissões. O deputado Valério Mesquita, presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, assegurou aos policiais que a sua comissão não aprovaria a mensagem.

Os deputados de aposição entraram na briga, destacando-se Fátima Bezerra, Getúlio Rego e Leonardo Arruda. O que, infelizmente, não foi o caso dos deputados governistas,  inclusive  do deputado Valério Mesquita, que através do parecer  nº 87/97, datado de 16 de setembro de 1997, votou favorável à mensagem, bem como os demais membros, deputados Neto Correia, Ivonete Dantas, Elias Fernandes e José Dias.

As pressões feitas pelos policiais e os deputados levaram o governador Garibaldi a recuar e suspender a mensagem.