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Cap 120 Fui levado ao médico
Cap 120 Fui levado ao médico

 

 Não me dei com a alimentação do CFAP, precisando ir ao Hospital da Polícia Militar. Cumprindo ordem do major comandante do CFAP, um  1º tenente me escoltou. Não consegui me consultar e tive atendimento no posto de urgência. Vi diversas pessoas que me chamavam de herói se escondendo para não falarem comigo. Quando me preparava para retornar ao CFAP, encontrei-me com o Coronel Emanuel, o presidente do Conselho de Disciplina,  o qual se expressou:

“Você está sabendo que eu sou o presidente do Conselho de Disciplina contra você!? Mas, fique tranqüilo que todos nós estamos do seu lado”.

Agradeci a solidariedade do coronel. Naquela oportunidade, o tenente recebeu uma determinação para me conduzir à presença do comandante Luiz Pereira que nos aguardava em seu gabinete. O  comandante não me adiantou nada, senão o quê eu já sabia - sobre minha prisão de 30 dias e conselho de disciplina.

No gabinete do comandante se encontrava um coronel da Reserva Remunerada da Polícia Militar, o qual na minha retaguarda, sinalizou com a mão para o comandante me castigar mais.  Contudo,  não  me causou surpresa. Aquele ato mesquinho era banal na corporação. E infelizmente, a minha luta também beneficiava ao tal coronel. Sem temou a Deus!

Apanhamos a viatura e retornamos ao CFAP. As dores que me castigavam não me deixavam em paz, e no outro dia, tive que retornar ao hospital. O major Reis mandou o 1º sargento Geraldo Martins me escoltar. Falei para Geraldo que iria com ele pelo motivo de está doente, mas, só quem poderia me escoltar era um policial militar com posto igual ou superior ao de 2º tenente.

Daquela vez consegui me consultar e fui medicado. Ao retornarmos ao CFAP, o major mandou chamar o sargento, ao qual perguntou:

  • Sargento, o subtenente se consultou? O quê ele tinha? O quê foi que ele falou para o médico?
  • Eu não sei não, major. Não fui escutar consulta, não. E o subtenente disse que vai representar contra o senhor porque ele não podia ser escoltado por um 1o. sargento.

Chegando ao alojamento, um sargento informou-me:

“Subtenente, quando o major mandou o sargento Geraldo Martins lhe escoltar, um tenente disse ao major que teria que ir um oficial porque o senhor era subtenente, quando o major Reis disse: Sabe de uma coisa... Eu agora vou mandar um cabo...! E mandou. Mas, vocês já haviam saído”.