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Cap 102 Apoio do clube dos oficiais
Cap 102 Apoio do clube dos oficiais

 

         A diretoria do Clube Tiradentes não acreditava que o aquartelamento ocorresse na segunda-feira, tendo em vista as ameaças.

Os meus diretores estavam temerosos, pois os coronéis do alto comando, que  haviam se separado da tropa,  não sabiam fazer outra coisa, senão ameaçar os policiais militares que se manifestavam favoráveis ao aquartelamento. Eu assumi a responsabilidade ao distribuir nota da associação, que foi publicada nos grandes jornais de circulação do estado.

Através da nota ficava marcada uma assembléia geral unificada,  às 14:00 horas, do dia lº de maio de 1992 - dia do trabalhador -, no Clube Tiradentes.

Na reunião seriam discutidas as providências a serem adotadas na segunda-feira com o aquartelamento, enquanto as famílias realizariam uma passeata, também, no mesmo dia.

O coronel Luiz Pereira, a fim de analisar a decisão tomada pelos dois clubes, reuniu-se com os oficiais do alto comando, o qual em entrevista à imprensa, disse que o coronel Mendonça contava com a minoria, e daquele modo, uma pessoa só não podia falar em nome da corporação.

Mas, a corporação do comandante não passava dos 5 coronéis das gratificações e alguns oficiais medrosos. Concluindo, o coronel Luiz Pereira encerrava dizendo que se tratava de problemas pessoais específicos e ia analisar isoladamente cada situação de indisciplina e punir; quando ele deveria ter um pingo de solidariedade e ir ao Governador do Estado buscar uma solução plausível em defesa de sua tropa. Mas, que nada! Que nada!... Para quem jamais sonhou que um dia tomaria assento naquela cadeira, faria qualquer negócio, exceto defender os direitos de sua tropa.

O coronel Mendonça no mesmo jornal deu entrevista, dizendo:

“A atitude do alto comando é de pagar para ver. Os coronéis que fazem parte do alto comando estão divorciados da tropa no seu dia-a-dia, por isso não acreditam que os oficiais farão a paralisação.”