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Cap 125 O processo foi à Auditoria Militar
Cap 125 O processo foi à Auditoria Militar

 

           O processo do Conselho de Disciplina foi velozmente remetido à Auditoria Militar. Lá chegou carregado de ira e ódio.

Ao tomar conhecimento, fui àquela repartição, e tive a oportunidade de lê, demoradamente, os seus autos. Fiquei conhecendo todas as acusações que me eram imputadas de maneira covarde e desumana, com o único objetivo: Atender aos cruéis e mesquinhos caprichos do alto comando.

Auditoria Militar ficava bem próxima à minha residência. Deixei aquela repartição às 16:00 horas, com destino ao meu lar. Sai de cabeça virada numa profunda depressão. Perdi o rumo do meu destino.  Às 18 horas e 30 minutos, dei-me conta. Eu estava zanzando pelo centro da cidade. Tomei rumo certo, e fui para casa.

No alto comando, onde era praticada toda perversidade contra os indefesos policiais,  já estava tudo certo: Se a auditoria aceitasse a funesta acusação,  o Conselho de Sentença, que era composto pelos “justiceiros” oficiais da polícia  - escolhidos aos olhos do Comandante Geral - iria me condenar a 4 anos de penitenciária, sem eu haver praticado nenhum crime, senão lutar defendendo melhores salários, inclusive para os tiranos que me submeteram a toda aquela humilhação.

Como prova disto, basta dizer que tenente Sebastião, que teve oportunidade de lê o processo,  perguntou ao coronel Altamiro:

  • Coronel, e o cabo Sobrinho o senhor vai expulsar também?
  • Não. Sobrinho, não! Sobrinho é nosso amigo.